Filme Pin | María Rojas Arias, Andrés Jurado | Colômbia, Portugal | 2026 | Documentário / Experimental | 7min | M/6 | V.O. Português, legendagem: Inglês
A partir de uma coleção de pins herdada, encontrada no sótão de uma antiga casa de família abandonada, Filme Pin constrói um ensaio cinematográfico sobre memória, exílio e ativismo político. Pequenos objetos aparentemente banais revelam-se vestígios materiais de lutas passadas, guardando marcas de solidariedade, resistência e pertença. Filmados em Super 8, com uma atenção particular às texturas, reflexos e detalhes, os pins transformam-se em protagonistas visuais e sonoros, evocando histórias que permanecem inscritas na sua superfície. Entre a imagem, o som e a materialidade dos objetos, o filme aproxima-se da memória como algo que se preserva, mas também como algo que continua à procura de ser descoberto. Cada pin torna-se uma pequena escultura de uma história coletiva, um fragmento de encontros e movimentos políticos que atravessam gerações.
A abrir para Born in Flames, o microscópico Filme Pin convoca a memória das lutas e das formas de organização coletiva que as sustentam. Um filme sobre os objetos que permanecem quando as vozes se afastam—e sobre a necessidade de continuar a imaginar e construir resistência.
Born in Flames | Lizzie Borden | EUA | 1983 | Ficção científica / Docuficção / Drama | 1h20min | M/12 | V.O. Inglês, legendagem: Português
Dez anos depois de uma revolução socialista nos Estados Unidos, Born in Flames imagina um futuro onde as promessas de igualdade continuam por cumprir. Nesta sociedade aparentemente transformada, as mulheres—sobretudo as mulheres negras, trabalhadoras e queer—continuam a enfrentar desigualdades e formas de exclusão que o novo sistema não conseguiu eliminar. A partir da ação de diferentes grupos feministas e das suas rádios piratas, Lizzie Borden constrói um manifesto político explosivo, onde vozes diversas se organizam, confrontam o poder e procuram novas formas de resistência. Misturando ficção científica, documentário, ativismo e estética punk, o filme cria um retrato fragmentado de uma revolta coletiva, questionando quem tem direito a imaginar o futuro e quem fica de fora das narrativas de progresso. Radical na forma e no pensamento, Born in Flames permanece como uma obra fundamental sobre a urgência da organização, da solidariedade e da transformação social.
Born in Flames convoca as memórias e as práticas das lutas feministas e antirracistas, mostrando que a resistência também nasce da imaginação de outros mundos possíveis. Um clássico do cinema radical que continua a incendiar perguntas sobre o presente.